João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 16/01/2019 14:59

João de Deus ou do Diabo?

Divulgação
João de Deus ou do Diabo?
João Teixeira de Farias, conhecido por João de Deus

Sabermos que existem duas realidades conflitantes, intrínsecas ao homem, é uma coisa, mas quando alguém acena com uma indiscutível respeitabilidade, em seus afazeres, especialmente quando no campo da espiritualidade, custa-nos acreditar que na obscuridade conviva com o anjo e o demônio. O personagem acima, João Teixeira de Farias, conhecido por João de Deus por suas curas pretensamente milagrosas, encaixa-se perfeitamente numa personalidade que carrega dentro de si, de uma forma latente, o bem e o mal.

Nunca antes tivemos oportunidade de ver seu rosto. Não conseguimos no mesmo vislumbrar uma aura de simplicidade e humildade, gestos compatíveis com a sua missão de curar, levar o consolo e alegria ao próximo. Seu olhar vivo lembra-nos mais de uma ave de rapina e o seu corpo atarracado, bem compatível com um reprodutor, de indivíduo portador de uma incontrolável libido que na sua ânsia de alivia-la chega ao extremo de praticar o incesto.

A história relata-nos, durante as guerras, as mais brutais atrocidades, compreensíveis até certo ponto, uma vez que está em jogo, reciprocamente, a vida do litigantes. Bem diferente é quando alguém considerado depositário de total confiança pela nobre missão de seu ofício, abusa e trai, de forma abominável, da ingenuidade e fragilidade de seus pacientes. O relato de uma das vítimas feito no programa do Fantástico de 16/12/2018, comprova, indubitavelmente, que o João de Deus, divinamente diabólico, pervertido com uma lascívia aprorejar-lhe dos pés à cabeça, ter uma personalidade diametralmente aposta de quem se diz portador de uma missão espiritual. Deslavadamente pede ao pai da moça que fique de costa para que pudesse manipular suas partes intimas. Um canalha despudorado até a medula.

Obscuros são os disfarces do seu curandeirismo. De cara, deve ser descartado o espiritismo que se funda no princípio de que o que recebemos de graça, da mesma forma deve ser retribuído. Certamente a parapsicologia tem condições de desvendá-lo. O que não pode ser descartado, seja qual for o método, é a fé, responsável pelas curas.

Em resumo, diante dessa mistura entre o profano e nada sagrado das atividades pseudo espírita do João patológico, perguntamos: quem é o mentor de seus trabalhos? Seguramente não é uma entidade angelical. Em sentido inverso, face ao crescente número de mulheres que alegam ter sido abusadas sexualmente pelo reprodutor João da lascívia, só pode ser, sem nenhuma dúvida, um anjo taurino que o inspira, inconscientemente, estar predestinado a povoar o universo com a abundancia de seus espermatozoides.

Até o presente, com novos relatos que o apontam como traficante de crianças e cárcere privado, o João não merece a alcunha de Deus, mas de uma figura puramente diabólica.
 

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