20 Outubro 2011 - 16:27

Operação Rodoleiros: Prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 100 milhões

Cada Minuto
Delegado concederam entrevista coletiva sobre a operação

A operação Rodoleiros deflagrada na manhã desta quinta-feira, 20 de outubro, pela Receita Federal e pela Policia Federal terminou com a prisão de diretores do Tribunal de Contas de Alagoas. De acordo com as informações distribuídas à imprensa pela assessoria de comunicação da Polícia Federal, o esquema pode ter resultado em um prejuízo de aproximadamente R$ 100 milhões, durante os cinco anos em que foi aplicado no estado.

O esquema funcionava em Maceió e mais duas cidades do interior e era aplicado diretamente no imposto de renda de servidores do Tribunal de Contas de Alagoas. Segundo o delegado da Receita Federal em Alagoas, Edmundo Tojal, que concedeu entrevista coletiva sobre a operação, os valores informados na folha de pagamento dos servidores do tribunal eram bem inferiores ao valor real da dívida.

Os levantamentos feitos pelos agentes nos documentos apreendidos durante a operação mostraram que de 2009 até os dias atuais foram desviados cerca de R$ 30 milhões. Toda a ação desencadeada pela Receita e pela Polícia Federal na manhã de hoje (quinta-feira, 20), resultou na prisão do diretor de Pessoal do Tribunal de Contas do estado, José Pereira Barbosa, e o diretor do Financeiro, Devis Portela de Melo Filho. O sócio da academia TOP, identificado como Sérgio Temóteo Gomes de Barros, também foi preso.

Além das prisões os policiais cumpriram ainda 12 mandatos de busca e apreensão que resultaram na recuperação de 102 cavalos, 50 pássaros silvestres, as armas de fogo, documentos e computadores em empresas ligadas aos diretores do Tribunal de Contas.

Ainda durante a entrevista coletiva os delegados que investigam o caso contaram que um dos diretores do tribunal usou o dinheiro desviado do imposto de renda dos servidores para montar o haras e o outro aplicou parte do montante na luxuosa academia de ginástica.

Os três acusados estão presos e serão indiciados pelos crimes de desvio de dinheiro público, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. O material apreendido poderá ser vendido para que seja feito o ressarcimento ao erário.
 

por Redação

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