08 Novembro 2023 - 07:45

PF cumpre mandados contra suspeitos de desvio de verbas públicas em Piaçabuçu e outros municípios

Divulgação
A ação envolve 130 policiais federais e quatro auditores da Controladoria Geral da União (CGU)

Nesta quarta-feira (8), a Polícia Federal desencadeou uma série de operações simultâneas em Piaçabuçu e diversos municípios de Alagoas, Sergipe, Bahia e Rio Grande do Sul, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no desvio de verbas públicas, além de crimes contra o sistema financeiro nacional e agiotagem. No total, 33 mandados de busca e apreensão, três mandados de suspensão da função pública e o sequestro de bens e valores estão sendo cumpridos.

Essas operações são desdobramentos da "Operação Palude", que se dedicou a investigar suspeitas de desvio de recursos públicos de mais de R$ 1 milhão destinados ao enfrentamento da Covid-19 no município de Pacatuba (SE). A investigação desvendou a existência de uma organização criminosa operando há mais de uma década nos estados nordestinos, estendendo-se por Sergipe, Alagoas, Bahia e Rio Grande do Norte. Em alguns casos, os investigados estabeleciam relações ilícitas com agentes públicos visando o desvio de recursos.

Os mandados estão sendo cumpridos em várias localidades, incluindo Aracaju (SE), Barra dos Coqueiros (SE), Lagarto (SE), São Domingos (SE) Itabaiana (SE), Maceió (AL), Piaçabuçu (AL), Marechal Deodoro (AL), Campo Alegre (AL), Arapiraca (AL), Dias D’Ávila (BA), Alagoinhas (BA) e Santo Ângelo (RS).

A ação envolve 130 policiais federais e quatro auditores da Controladoria Geral da União (CGU). Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal dos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia, além da Justiça estadual sergipana.

A operação se divide em cinco partes, cada uma com um objetivo específico:

- Operação Palude (3ª fase): Concentra-se na identificação e sequestro de bens até então desconhecidos, visando o ressarcimento dos prejuízos causados por contratos que somam cerca de R$ 45 milhões. As análises preliminares indicam movimentações bancárias suspeitas superiores a R$ 860 milhões em um período de dois anos e dez meses pelas pessoas físicas e jurídicas investigadas. Nesta fase, foram sequestrados 17 imóveis rurais, uma dezena de imóveis urbanos, veículos e valores.

- Operação Poço 17: Tem como foco aprofundar as investigações de possíveis crimes de fraude a licitações, desvio de recursos públicos e organização criminosa, praticados em conluio com agentes públicos do município de São Domingos (SE). As fraudes estão relacionadas a um contrato de fornecimento de veículos à municipalidade, com indícios de não prestação dos serviços contratados, no montante de R$ 2.484.400.

- Operação Palmeiras: Busca aprofundar as investigações de possíveis crimes de fraude a licitações, desvio de recursos públicos e organização criminosa, praticados em conluio com agentes públicos do município de Piaçabuçu (AL). As fraudes envolvem contratos de cerca de R$ 5 milhões para a prestação de serviços ao município.

- Operação Imperdiet: Investigação de possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, envolvendo a contratação e destinação fraudulenta de empréstimos em instituições financeiras, com valores que podem superar R$ 1 milhão. Os recursos eram utilizados para fins pessoais e como capital de giro para a organização criminosa.

- Operação Detour: Investigação de possíveis crimes de agiotagem, com contratações informais destinadas ao custeio da organização criminosa.

Os envolvidos nas operações responderão por uma série de crimes, incluindo corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, dispensa indevida de licitação, fraude à licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de crimes contra o sistema financeiro nacional, entre outros.
 

por Redação

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