06 Maio 2021 - 10:16

Instituto de Criminalística de Alagoas realiza exame de crime ocorrido em Sergipe

Aarão José
Perita alagoana Bárbara Fonseca explicando o funcionamento do equipamento

A Perícia Oficial do Estado de Alagoas (Poal) recebeu em sua sede no Centro de Maceió, peritos criminais do estado de Sergipe que vieram em uma missão especial. O Laboratório de Química do Instituto de Criminalística realizou um exame pericial de um caso real que está sendo investigado pela Policia Civil do estado vizinho.

A perícia realizada foi um exame residuográfico no Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) que permite detectar principalmente resíduos de disparo de arma de fogo em crimes contra a vida. Alagoas é um dos poucos estados da federação que possui esse tipo de equipamento, utilizado para direcionar o esclarecimento crimes de homicídios, latrocínios e suicídios.

Os peritos criminais Genilson Santos e Fabinara Dantas explicaram que o Estado de Sergipe está em processo de aquisição do equipamento MEV para o laboratório do IC sergipano. Além de acompanhar o exame, os dois peritos aproveitaram a oportunidade para conhecer o equipamento e já aprender um pouco do seu funcionamento.

“Como ainda não possuímos o equipamento MEV, a Coordenadoria Geral de Perícias de Sergipe (Cogerp) entrou em contato com o chefe especial do IC de Alagoas para verificar a viabilidade do exame ser realizado aqui. Prontamente, o pedido foi aceito e hoje estamos acompanhando a realização do exame e conhecendo um pouco da dinâmica do uso do equipamento”, explicou Fabinara Vieira.

A dupla foi recebida pela perita criminal alagoana Bárbara Fonseca, responsável pela utilização do equipamento e pela realização do exame. Ela explicou que o MEV permite de forma efetiva identificar vários tipos de elementos químicos, através da análise microscópica e eletrônica de amostras coletadas visando exames em laboratório.

“O exame residuográfico realizado no MEV permite ampliar em até 100.000X imagens em alta resolução, além de realizar uma espécie de leitura eletrônica (através de elétrons) para identificar a presença de elementos como chumbo, antimônio, bário e outros. Por isso, ele se tornou um instrumento indispensável para os laboratórios de química, visto que esse tipo de análise permite uma precisão maior no resultado do laudo”. Explicou a perícia criminal alagoana.

por Assessoria

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