18 Outubro 2021 - 09:21

Mão de obra feminina se destaca nas obras do programa Minha Cidade Linda

Ascom/Setrand
Angela Correia trabalhando na equipe de acabamentos do Minha Cidade Linda em Pariconha, sua cidade natal

Angela Correia, sertaneja nascida e criada em Pariconha, ficou feliz quando soube que a rua em que mora, a José Darlan Simas, no bairro Cohab, receberia as melhorias urbanas proporcionadas pelo programa Minha Cidade Linda, e ficou ainda mais feliz quando conseguiu uma vaga para trabalhar nas obras que estão transformando sua vida e de seus vizinhos.

Aos 41 anos de idade e com seis deles de experiência no ramo, ela integra o time de acabamentos e é uma das responsáveis pelas calçadas e pelos quebra-molas das novas ruas da cidade. Angela conta que aprendeu tudo que sabe observando as outras pessoas fazerem. Hoje faz de tudo um pouco, desde ser servente de pedreiro até operar retroescavadeira.

“Eu estava desempregada, com filhos e uma casa para sustentar, e vi nas obras do Minha Cidade Linda uma oportunidade. Quando eles começaram a fazer os serviços na minha rua fui falar com o rapaz – responsável pela obra – pedindo uma vaga. Insisti, disse que ele não ia se arrepender de me contratar. Ele acreditou, fui contratada e hoje estou dando o melhor de mim. Agradeço muito a oportunidade que recebi e agarrei com as duas mãos, porque está muito difícil conseguir emprego”, conta.

Angela atribui ao preconceito o fato de a área em que está atuando ser predominantemente masculina. “Infelizmente, muita gente ainda pensa que trabalhos como esse, em obras, não são para mulheres, que nós não damos conta. Eu sei que existem muitas mulheres iguais a mim com muita força de vontade, garra e disposição para trabalhar. O que falta, muitas vezes, é oportunidade.”

De acordo com a ­gerente de Gestão Social, Larissa Rocha, da Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand), responsável pelas obras do programa, ter mulheres como a Angela ocupando espaços tão masculinizados quebra paradigmas e estimula tanto outras mulheres quanto às iniciativas pública e privada a abrirem os caminhos para a igualdade de gênero nos espaços ocupacionais.

“Além de contribuir para o empoderamento feminino, a inclusão de mulheres no mercado de trabalho, especialmente em áreas como essa, é importante para dar a elas autonomia financeira. Muitas mulheres são mães solo, chefes de família, e têm seus trabalhos como única fonte de renda para sustentar seus lares”, acrescenta a assistente social.

O secretário de Transporte e Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, destacou a importância de empregar a mão de obra local em todos os programas executados pela Setrand nos quatro cantos do Estado. Para ele, o que conta é gerar oportunidades de emprego e a garantir a qualidade do serviço a ser executado, independente do gênero, cor ou raça.

“Empregar residentes locais nas obras do Minha Cidade Linda, e em todas as outras obras tocadas pela Setrand, é uma prioridade nossa e uma orientação do governador Renan Filho desde o começo. Essa é uma forma de movimentar a economia local e também gerar o sentimento de pertencimento na comunidade. A Angela é um exemplo de que a competência é mais importante que o gênero quando o assunto é trabalho. Não queremos e não iremos fazer distinção entre homens e mulheres. Isso é coisa do passado e não se aplica mais aos dias atuais. Assim como empregamos a Angela, esperamos poder continuar empregando mais e mais mulheres em outras obras da Setrand”, afirmou.

Angela diz que gosta muito do que faz nas obras do Minha Cidade Linda, mas que ainda tem que lidar com comentários negativos. “Muita gente passa por mim enquanto estou trabalhando e se espanta. Perguntam o que estou fazendo no meio dos homens. Eu não ligo. A gente tem que fazer o que a gente sabe fazer, o que a gente gosta. Não tem que ter vergonha, não. Eu não sinto vergonha de trabalhar no meio deles. Eu sinto orgulho!”, finaliza.

por Agência Alagoas

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