25 Setembro 2021 - 12:02

Artes circense, da dança e musical animam aracajuanos e turistas no Centro Cultural

Ascom/Funcaju
Festival de Artes Cênicas de Aracaju

Nem mesmo o tempo nublado escondeu o brilho da arte na praça General Valadão, no Centro. Em mais um dia do Festival de Artes Cênicas de Aracaju, nesta sexta-feira, 24, aracajuanos e turistas testemunharam mais uma prova do enorme potencial artístico da capital sergipana.

Desde às 16h o público presente se deleitou com as atividades circenses, através da Oficina “Redes Colaborativas”, que retornou ao Centro Cultural de Aracaju projetando a crianças, jovens e adultos o legado do circo e algumas de suas técnicas. Coordenadas por Juliana Batistelli, as oficinas iniciaram a maratona cultural de mais um dia de programação.

O Teatro também foi ao palco. Com a apresentação do espetáculo Fabular, a Cia de Arte Trem Bão abrilhantou o cair da tarde no Teatro Joao Costa, com cores, magia e risos. A peça é composta de seis fábulas tradicionais, as quais foram adaptadas de modo a transmitirem valores humanos ao público infantil.

Segundo Camilo Tostes, ator da Cia Trem Bão, a ideia é a partir das fábulas apresentar às crianças reflexões sobre a “moral da história” e dar novos significados partindo do respeito ao próximo, o respeito das diferenças culturais, tudo isso de forma lúdica.

A Rainá Burmamm, acompanhada da filha Amanita, de 2 aninhos, relata que ficou feliz em saber que estava acontecendo o Festival de Artes Cênicas. “Sou graduada em dança e amei esse contato. É muito importante que a minha filha tenha essa vivência com o palco e com outras crianças fora de casa. Eu me emociono, porque é lindo. Não é fácil desenvolver todo esse projeto que vocês estão fazendo aqui. É fantástico e a minha filha está adorando", pontua.

Iniciando as apresentações noturnas no Festival de Artes Cênicas, a Companhia de Dança Loucurarte apresentou a amostra intitulada “Canções”. Na performance, a acessibilidade e os sentidos da vida e do corpo através da cadeira de rodas compuseram a apresentação.

Para a coreógrafa Marilene Melo, “o título Canções: um novo som, explica muita coisa". A ideia foi pensar músicas que trouxessem memórias diversas, seja de um filme, seja da vida pessoal, e desenvolver diálogos e percepções a partir da dança, do som e até mesmo do silêncio. Todas as relações foram pensadas. O espetáculo é muito forte, porque ele cresce emocionalmente a partir das canções. No final, estamos todos no auge emocional. Essa relação com a deficiência e com os corpos ditos normais é uma relação fantástica que o público terá a oportunidade de sentir”, detalha.

Encerrando a noite de apresentações, os sons e ritmos dos tambores trouxeram história, sentido e música aos presentes. Representada pela ancestralidade étnica e toda sua memória viva, a “Noite dos Tambores encantados: instrumental afro-brasileiro popular”, com a coordenação do multi-instrumentista Tônico de Ogum, sintetizou as características e referências culturais presentes na música sergipana.

Para Tonico de Ogum, “a apresentação de hoje é um imaginário de onde eu trago a percussão como instrumento de trabalho". "Recordei aqui memórias do bairro Cirurgia, esse celeiro musical, e com essa célula musical eu percorro esse universo na celebração desses tambores, fazendo releituras, afoxés da música popular brasileira, exaltando o legado da contribuição negra aqui no Brasil”.

Acompanharam Tonico de Ogum o maestro Digo Bala, da Orquestra de Atabaques,;J. Moziah, da banda Reação; maestro Pedrinho Mendonça; a Orquestra de Atabaques; Rafa Costa; e o grupo Tambor de Crioula do Maranhão.

E neste sábado, dia 25, tem mais cultura no Centro. A partir das 14h, o Centro Cultural e a Biblioteca Ivone de Menezes realizam uma programação extensa e recheada de atrações. Acompanhe a programação completa no site maratonaculturalaju.com.br ou nas redes sociais @funcaju. 

por Agência Aracaju

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