19 Julho 2010 - 16:29

SSP detalha investigações sobre latrocínio que vitimou comerciante

Ascom/SSP-SE
Os delegados João Batista e Cristiano Barreto

O superintendente da Polícia Civil, João Batista Santos Júnior, e o diretor do Subsistema de Inteligência em Segurança Pública da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sisp), delegado Cristiano Barreto, detalharam na manhã desta segunda-feira, 19, as investigações que culminaram com a elucidação do latrocínio do comerciante Eraldo de Jesus Santos, 42 anos, ocorrido no dia 25 de Janeiro deste ano, na rua Simão Dias com Carlos Bulamarqui. Na oportunidade, o comerciante foi abordado por um trio que subtraiu R$ 80 mil após assassiná-lo.

Foram presos Claudiano de Lima, 25 anos, vulgo “Keko”, que já cumpriu pena por tentativa de homicídio registrado no município de Areia Branca e porte ilegal de arma de fogo na cidade de Nossa Senhora do Socorro; Márcio Santos Victor, 32 anos, conhecido como “Cascatinha”, que já foi preso por conta de um homicídio registrado em Aracaju e porte de arma de fogo na cidade de Nossa Senhora do Socorro; e Flávio dos Santos, 30 anos, vulgo “Carboreto”, que já foi preso, também, pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, em Nossa Senhora do Socorro.

João Batista destacou a complexidade de uma investigação criminal e afirmou que o caso foi finalizado com a prisão de todos os envolvidos. “Após o fato criminoso, começamos uma intensa investigação para chegarmos à elucidação desse crime. A investigação criminal é complexa e alguns crimes demandam de mais tempo para chegarmos aos resultados conclusivos. Nesse caso tivemos muito cuidado e após uma série de levantamentos chegamos a um norte que nos levou à montagem deste quebra-cabeça. Com relação a esse caso, possuímos provas técnicas, levantamento de campo preciso, objetos apreendidos após o crime, informação de quanto foi roubado, o que os acusados adquiriram após o crime, confissão, ou seja, fechamos a elucidação”, explicou Batista.

Segundo Cristiano Barreto, as investigações foram iniciadas no dia do crime com os levantamentos de campo. Foi levantado, inicialmente, que o crime foi praticado por três pessoas que fugiram utilizando uma única motocicleta. “Começamos avaliando o caminho utilizado na fuga, onde foram achadas algumas cédulas de dinheiro no chão. Ouvimos testemunhas e com o auxílio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial [Dipol] conseguimos montar o perfil dos acusados. Chegamos à conclusão que os criminosos tiveram informações privilegiadas nos levando a crê a participação de conhecidos da vítima”, destacou Barreto.

No inicio do mês de junho, uma testemunha chave procurou a polícia e assegurou que teria reconhecido um dos criminosos em um álbum da família. “Conseguimos fotos atualizadas da pessoa identificada e de mais duas pessoas que tinham ligação. Fizemos então o reconhecimento dos suspeitos junto a testemunhas”, explicou Cristiano. Já no dia 15 de julho Claudiano foi preso por conta de um outro crime. Na oportunidade, ele foi detido na cidade de Areia Branca depois de uma tentativa de homicídio. Na oportunidade, foi encontrada com o acusado uma pistola calibre 765. “Neste crime ele utilizou também um revólver calibre 38 que foi descartado pelo criminoso logo após a ação criminosa. A arma pode ter sido a mesma utilizada pelo trio no crime do comerciante”, explicou Barreto.

 

Com a prisão de Claudiano, a polícia chegou aos outros dois acusados. Os três estavam presos há cerca de 30 dias enquanto o inquérito prosseguia por conta dos indícios e reconhecimento de testemunhas. Durante esse período foi feita uma outra investigação para confrontar as informações. A motocicleta utilizada pelo trio foi apreendida pela polícia e reconhecida pelas testemunhas. O veículo foi vendido na feira das trocas quatro dias após o fato litigioso. “O inquérito já foi encaminhado para a Justiça e foi produzido pela Polícia com o auxilio da população. Diversas pessoas fizeram o reconhecimento fotográfico dos suspeitos bem como o pessoal após as prisões”, salientou Barreto.

Participações - As investigações apontaram a participação de cada um no crime. De acordo com a polícia, no dia do crime Flávio permaneceu próximo da motocicleta utilizada na fuga, uma Honda CG Fan, cor azul. Já Claudiano foi o responsável pelas informações sobre a movimentação da vítima e esteve no dia do crime no local com os dois comparsas. E por último Márcio, que é apontado como o autor dos disparos que tiraram a vida do comerciante. Claudiano é sobrinho da ex-companheira do comerciante e Flávio é genro.

Parceria criminosa - Os três acusados já eram conhecidos e foram presos num primeiro momento no mês de outubro de 2009, quando foram flagrados pela polícia no momento em que transitavam com um carro no Marcos Freire. Na oportunidade eles foram flagrados portando três armas de fogo. Logo após ganharem a liberdade, eles participaram do crime do comerciante.

Construção de patrimônio - Após o crime, os três acusados, que antes do crime passavam por necessidade financeira, começaram a adquirir patrimônio. O Márcio foi responsável pela venda da motocicleta utilizada no crime. Ele estava morando no município de Pirambú, onde vinha construindo patrimônio. Já o Claudiano, montou uma mercearia, comprou um terreno e uma casa por R$ 20.000,00 na cidade de Areia Branca. Flávio vivia em Nossa Senhora do Socorro e após o crime passou a morar, também, em Pirambú, onde comprou um carro, montou uma estrutura de posto de lavagem, comprando maquinário. Ele passou a viver do aluguel do posto de lavagem.
 

por Redação com SSP-SE

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