03 Março 2011 - 08:48

Operação “Lagoa Segura” combate crimes ambientais

Divulgação

Militares do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), comandados pelo tenente Anderson Barros, realizaram na manhã desta terça-feira, 03, a Operação Lagoa Segura para combater a pesca predatória e outros crimes ambientais na região da Lagoa Manguaba, municípios de Marechal Deodoro e Pilar. Cerca de dez policiais militares, duas embarcações e duas viaturas participaram da operação.

 As fiscalizações seguiram até o final do dia e foram apreendidas 16 redes de pesca predatória, três martelos para pesca de batida (apetrecho de pesca proibido), um barco com motor de rabeta (carregado de madeira de mangue), quatro facões e aproximadamente dois metros cúbicos de madeira de mangue.

Segundo o comandante da operação, tenente Anderson, além dos crimes de pesca, também foi constatado crime contra a flora, com um desmatamento de vegetação de mangue nas margens da lagoa.

“Ao perceberem a nossa presença, os infratores empreenderam fuga e abandonaram a embarcação. Essa operação tem dois objetivos: promover a educação ambiental e esclarecer sobre a legislação vigente, como também a questão repressiva, onde as redes predatórias ou que estavam sendo utilizadas em desacordo com a legislação foram apreendidas. A operação terminou hoje às 17 horas com um saldo bastante elevado de apreensões”, destacou.

DivulgaçãoAinda segundo o oficial, o ideal seria o saldo de apreensões ser próximo a zero, já que este fato significaria que os pescadores estão conscientes do dano que as redes predatórias causam e a consequente diminuição do pescado decorrente de práticas ilegais na pesca.

“No entanto, estes dados da operação refletem a determinação dos policiais em combater as práticas de pesca predatória, servindo de exemplo para inibir essas condutas por outras pessoas”, frisou.

Segundo Barros, o Batalhão Ambiental realiza um trabalho de parceria junto as colônias para esclarecer para os pescadores tanto a legislação ambiental como os malefícios de pescar de forma ilegal, sendo previsto para os próximos dias uma intensificação nas palestras de educação ambiental com foco na pesca.

"Este é um trabalho já antigo do BPA, porém devemos intensificar ainda mais as palestras, pois é através da sensibilização dos pescadores que alcançaremos a neutralização de práticas ilícitas e danosas ao meio ambiente", completou o oficial.
 

por Redação com Divulgação

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